Miyajima é considerada uma das paisagens mais icônicas do Japão, e tal como expõe o viajante do mundo mas principalmente Japão e Itália, Alberto Toshio Murakami, visitar a ilha é uma oportunidade única de vivenciar a integração entre espiritualidade, natureza e patrimônio histórico. Oficialmente chamada de Itsukushima, a ilha é famosa por seu grande portal torii que parece flutuar sobre o mar durante a maré alta, criando um cenário que se tornou símbolo do turismo cultural japonês. Se você busca um destino que reúna beleza natural e tradição religiosa, Miyajima merece espaço garantido no roteiro.
Além do cartão-postal, a ilha oferece trilhas, templos, santuários e uma atmosfera tranquila que contrasta com o ritmo das grandes cidades. Por ser relativamente pequena, Miyajima permite que o visitante explore boa parte de seus atrativos a pé, o que favorece uma experiência mais contemplativa. Esse ritmo mais lento é ideal para quem deseja absorver com calma os detalhes da cultura local.
Venha saber mais dessa região e os locais de destaque para colocar no seu roteiro de viagem.
Santuário Itsukushima e o famoso portal flutuante
O Santuário Itsukushima é o principal ponto de interesse da ilha e está classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade. Construído sobre estacas de madeira, o complexo foi projetado para parecer que flutua sobre a água durante a maré alta, criando uma composição arquitetônica que respeita a sacralidade da própria ilha, considerada sagrada no xintoísmo. O grande portal torii, localizado em frente ao santuário, reforça essa sensação de transição entre o mundo comum e o espaço espiritual.

Durante a maré baixa, é possível caminhar até o portal e observar de perto sua estrutura, o que oferece uma perspectiva completamente diferente da vista panorâmica tradicional. Já na maré alta, o reflexo do santuário na água cria uma paisagem que muda conforme a luz do dia, atraindo fotógrafos e visitantes de todas as partes do mundo. Cada momento oferece uma experiência visual distinta.
Alberto Toshio Murakami apresenta que compreender o significado espiritual do local é tão importante quanto apreciar sua beleza estética. O santuário não é apenas um monumento histórico, mas um espaço ativo de culto, onde cerimônias e festivais continuam sendo realizados ao longo do ano.
Templos budistas e caminhos de contemplação
Além do santuário xintoísta, Miyajima abriga importantes templos budistas que complementam a experiência espiritual da ilha. Um dos mais conhecidos é o Templo Daisho-in, localizado nas encostas do Monte Misen e acessível por trilhas suaves. O caminho até o templo é repleto de pequenas estátuas, rodas de oração e espaços de meditação que convidam à reflexão.
O Daisho-in é considerado um dos templos mais sagrados do budismo Shingon e oferece uma atmosfera silenciosa e acolhedora. Diferentemente das áreas mais movimentadas próximas ao porto, essa parte da ilha permite um contato mais direto com a espiritualidade e com a paisagem natural ao redor, informa Alberto Toshio Murakami, e muitos visitantes relatam que esse é um dos pontos mais tranquilos de todo o passeio.
Incluir esses espaços menos conhecidos no roteiro é fundamental para quem busca uma vivência cultural mais profunda. Esses templos revelam aspectos da religiosidade japonesa que vão além dos cenários mais fotografados, proporcionando uma experiência mais íntima e significativa.
Monte Misen e as trilhas com vista para o mar
O Monte Misen é o ponto mais alto de Miyajima e oferece algumas das vistas mais impressionantes do Mar Interior de Seto, refere Alberto Toshio Murakami. O acesso pode ser feito por trilhas ou por teleférico, dependendo do nível de disposição do visitante. Para quem gosta de caminhadas, as trilhas são bem sinalizadas e passam por áreas de floresta, pequenas cascatas e mirantes naturais.
No topo, há plataformas de observação que permitem uma visão ampla das ilhas ao redor, criando um panorama que muda conforme as condições climáticas. Em dias claros, é possível avistar longas extensões do litoral, reforçando a sensação de estar em um ponto estratégico entre terra e mar. Esse contato com a paisagem é parte essencial da experiência em Miyajima.
Esse tipo de passeio ajuda a equilibrar o roteiro entre atividades culturais e momentos de contemplação da natureza. Essa combinação é uma das marcas do turismo japonês, que valoriza tanto o patrimônio histórico quanto a preservação ambiental.
Culinária local e especialidades da ilha
Miyajima também é conhecida por suas especialidades gastronômicas, sendo a mais famosa delas as ostras, cultivadas na região há séculos. Restaurantes e barracas ao longo das ruas principais oferecem versões grelhadas, fritas e até em sopas, permitindo que o visitante experimente diferentes preparações. Essa tradição reflete a forte ligação da ilha com o mar.
Outro destaque são os doces em formato de folhas de bordo, chamados momiji manju, recheados com pasta de feijão, creme ou chocolate. Esses doces são vendidos em diversas lojas e muitas delas permitem que o visitante observe o processo de preparo, o que acrescenta um aspecto cultural ao simples ato de comprar uma lembrança gastronômica.
Assim como ressalta o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, a culinária é parte fundamental da identidade de um destino turístico. Em Miyajima, os sabores locais ajudam a contar a história da ilha, revelando hábitos alimentares ligados ao clima, à geografia e às tradições regionais.
Melhor época para visitar e planejamento do passeio
A melhor época para visitar Miyajima depende do tipo de experiência que o viajante procura. A primavera atrai muitos visitantes por causa das flores de cerejeira, enquanto o outono é famoso pelas folhas avermelhadas que cobrem as encostas do Monte Misen. Nessas épocas, a ilha fica mais movimentada, mas também oferece paisagens especialmente bonitas.
Para quem prefere um passeio mais tranquilo, os meses de verão e inverno tendem a ter menos turistas, embora as condições climáticas possam exigir mais preparo, como calor intenso ou temperaturas mais baixas. Independentemente da estação, é importante verificar os horários das marés para planejar a visita ao portal torii tanto na maré alta quanto na baixa, aproveitando as duas perspectivas.
Alberto Toshio Murakami alude ainda que um bom planejamento evita frustrações e permite aproveitar melhor cada atração da ilha. Reservar tempo suficiente para caminhar, descansar e observar os detalhes faz toda a diferença na qualidade da experiência.
Dicas práticas para aproveitar melhor a visita
Ao chegar em Miyajima, é recomendável usar calçados confortáveis, pois grande parte do passeio envolve caminhadas por ruas de pedra e trilhas leves. Também é importante respeitar os animais que circulam livremente pela ilha, especialmente os cervos, evitando alimentá-los ou se aproximar excessivamente. Essas atitudes ajudam a preservar o equilíbrio entre turismo e natureza.
Outra dica é chegar cedo, principalmente em dias de maior movimento, para evitar filas em atrações como o teleférico do Monte Misen e para circular com mais tranquilidade nas áreas próximas ao santuário, junto a isso, Alberto Toshio Murakami elucida que levar água e pequenos lanches também é útil, especialmente se o plano incluir trilhas mais longas.
Ao final, Miyajima se revela como um destino que combina espiritualidade, paisagem e cultura de forma muito harmoniosa. Para quem busca uma experiência que vá além da visita rápida, a ilha oferece múltiplas possibilidades de exploração, tornando-se um dos pontos mais marcantes de qualquer roteiro pelo Japão.
Autor: Petrosk Roc
