Conforme inicia e apresenta Lucas Peralles, nutricionista e referência em nutrição esportiva no Tatuapé e bairros vizinhos como Vila Carrão e Jardim Anália Franco, uma das queixas mais comuns entre mulheres que buscam acompanhamento nutricional é a sensação de que o próprio corpo age contra elas em determinados momentos do mês: o apetite aumenta sem aviso, a energia cai, o humor oscila e o esforço da semana anterior parece se desfazer em poucos dias. O que muitas vezes é interpretado como falta de disciplina tem, na verdade, uma base fisiológica clara e bem documentada. Empiricamente, o corpo feminino opera em um ciclo hormonal que influencia diretamente o metabolismo, o apetite, a disposição para o treino e o comportamento alimentar.
Compreender esse ciclo é o primeiro passo para construir uma relação mais inteligente e menos punitiva com a alimentação. No decorrer deste artigo, são apresentadas as bases fisiológicas das variações do ciclo menstrual e suas implicações práticas para a nutrição feminina. Continue lendo se deseja saber mais!
Como as fases do ciclo menstrual afetam o metabolismo e o apetite?
O ciclo menstrual é dividido em quatro fases principais: menstrual, folicular, ovulatória e lútea. Cada uma delas é marcada por perfis hormonais distintos que impactam diretamente o metabolismo energético e o comportamento alimentar. Na fase folicular, que se inicia após a menstruação, os níveis de estrogênio sobem progressivamente, favorecendo a sensibilidade à insulina, a disposição física e a estabilidade do humor. O organismo tende a responder melhor ao esforço físico e a apresentar menor compulsão alimentar nesse período.
Na fase lútea, que antecede a menstruação, Lucas Peralles explica que a progesterona predomina e o metabolismo basal pode aumentar ligeiramente, enquanto a sensibilidade à insulina reduz e o apetite, especialmente por carboidratos e alimentos mais densos em calorias, tende a crescer.
De que forma o comportamento alimentar muda em cada fase do mês?
As variações hormonais do ciclo menstrual não afetam apenas o apetite em quantidade, mas também as preferências alimentares e a regulação emocional em torno da comida. Durante a fase lútea, a queda de serotonina associada às alterações hormonais pode aumentar o desejo por alimentos que estimulem sua produção, como carboidratos simples e doces.

Esse mecanismo é fisiológico, não moral, e tratá-lo como fraqueza de caráter é tanto cientificamente impreciso quanto pedagogicamente contraproducente. Como fundador do método LP e especialista em comportamento alimentar, Lucas Peralles destaca que reconhecer esse padrão permite ao profissional e à paciente criarem estratégias antecipadas, em vez de apenas reagirem com culpa após o episódio.
Quais estratégias nutricionais fazem sentido para cada momento do ciclo?
Uma abordagem nutricional que considera o ciclo menstrual não significa necessariamente um plano alimentar radicalmente diferente para cada semana do mês, informa Lucas Peralles. Na verdade, significa ajustes inteligentes e antecipados que respeitam a fisiologia sem criar rigidez excessiva.
Na fase folicular e ovulatória, quando a energia e a sensibilidade à insulina estão mais favoráveis, treinos mais intensos e refeições com maior densidade nutricional tendem a ser bem tolerados. Na fase lútea, aumentar ligeiramente a oferta de carboidratos complexos pode reduzir a compulsão por doces e melhorar o humor sem comprometer o processo.
Durante a menstruação, o foco em alimentos anti-inflamatórios e ricos em ferro pode apoiar a recuperação energética. Com essa disposição, esses ajustes, quando individualizados, reduzem o sofrimento associado às variações do ciclo e aumentam a consistência alimentar ao longo do mês.
Como um protocolo de alimentação individualizada considera o ciclo feminino?
Na Kiseki, os protocolos de alimentação desenvolvidos por Lucas Peralles para pacientes do sexo feminino incorporam a leitura do ciclo menstrual como variável clínica relevante, não como detalhe secundário. Isso significa que o acompanhamento considera não apenas os objetivos estéticos e metabólicos da paciente, mas também o momento do ciclo em que ela se encontra durante cada consulta e retorno. Sintomas como inchaço, fadiga, irritabilidade e compulsão pré-menstrual são tratados como informações clínicas, não como falhas de adesão.
Essa postura transforma a relação da mulher com o próprio corpo: em vez de lutar contra um ciclo que ela não controla, ela aprende a trabalhar com ele, construindo consistência alimentar real dentro de uma realidade fisiológica que é essencialmente variável. Conheça a estrutura e os serviços oferecidos pela Clínica Kiseki na região do Tatuapé: https://www.clinicakiseki.com.br/.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
