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Jornal do Mato Grosso > Blog > Notícias > Conciliação como caminho para a justiça mais ágil, na perspectiva de Valdemir Ferreira Santos
Valdemir Ferreira Santos
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Conciliação como caminho para a justiça mais ágil, na perspectiva de Valdemir Ferreira Santos

Alina Moravska
Alina Moravska julho 31, 2026
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Valdemir Ferreira Santos
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A busca por uma justiça mais ágil tem ocupado lugar central nos debates contemporâneos sobre o Poder Judiciário, e o Doutor Valdemir Ferreira Santos examina com atenção os mecanismos capazes de transformar tal aspiração em realidade concreta. Os métodos autocompositivos, entre os quais a conciliação ocupa posição de destaque, surgem como alternativa consistente ao modelo tradicional de resolução de conflitos, que frequentemente se prolonga por anos a fio sem oferecer resposta satisfatória às partes envolvidas. Compreender a distinção entre essas duas abordagens exige análise cuidadosa dos princípios que regem cada uma delas e dos resultados práticos que produzem no cotidiano forense.

Contents
O modelo tradicional e suas limitações estruturaisEm que se diferenciam conciliação e mediação?Quais vantagens a conciliação oferece às partes?Resultados concretos e impacto sobre a cidadania

O cenário atual do Judiciário brasileiro revela números expressivos de processos em tramitação, muitos dos quais poderiam ter sido solucionados por vias consensuais caso os mecanismos adequados tivessem sido empregados desde o início. A cultura da conciliação não representa mera simplificação burocrática, mas sim mudança substantiva na forma de conceber o próprio papel do juiz e da jurisdição. Trata-se de reconhecer que a sentença imposta não é, em todas as circunstâncias, a melhor resposta para o conflito instalado entre as partes.

O modelo tradicional e suas limitações estruturais

O processo judicial clássico foi concebido em tempos históricos nos quais a imposição estatal da solução representava a forma mais adequada de pacificação social. A sentença, proferida ao final de longo itinerário probatório, encerrava o litígio pela autoridade da decisão judicial, independentemente da satisfação real das partes. Tal modelo, embora necessário em diversas situações, apresenta limitações evidentes quando aplicado de forma indiscriminada a conflitos que comportam composição negociada.

A demora na prestação jurisdicional, o custo elevado da tramitação processual e o desgaste emocional das partes constituem obstáculos recorrentes à efetividade da justiça tradicional. Conforme observa Valdemir Ferreira Santos, tais dificuldades não derivam necessariamente de falhas operacionais, mas muitas vezes da própria estrutura do modelo adotado, que privilegia a cognição exauriente em detrimento da solução rápida e consensual.

Em que se diferenciam conciliação e mediação?

A distinção entre conciliação e mediação, embora sutil, revela-se essencial para a adequada compreensão dos métodos autocompositivos. Na conciliação, o terceiro facilitador pode sugerir soluções para o conflito, atuando de maneira mais diretiva na busca do acordo. Na mediação, ao contrário, o facilitador limita-se a conduzir o diálogo entre as partes, sem propor soluções, de modo que estas construam autonomamente a composição do litígio.

De acordo com Valdemir Ferreira Santos, ambas as técnicas possuem espaço próprio no sistema de justiça, sendo aplicáveis conforme as características do conflito e o perfil das partes envolvidas. A escolha entre uma e outra não obedece a critérios rígidos, mas à avaliação técnica das condições de diálogo existentes entre os envolvidos.

Valdemir Ferreira Santos
Valdemir Ferreira Santos

Quais vantagens a conciliação oferece às partes?

As vantagens da conciliação multiplicam-se quando comparadas ao percurso tradicional do processo judicial. A celeridade na obtenção da solução representa benefício imediato, pois elimina a incerteza prolongada que acompanha as partes durante anos de tramitação. A redução de custos também se faz presente, já que o acordo dispensa a produção de provas complexas e a realização de múltiplas audiências.

Sob a perspectiva de Valdemir Ferreira Santos, a vantagem mais significativa reside, contudo, na preservação dos vínculos entre as partes. Quando o conflito é solucionado por sentença imposta, frequentemente resta ressentimento que dificulta a convivência futura, especialmente em relações continuadas como as familiares, as vizinhanças e as empresariais de longo prazo. O acordo construído consensualmente, por sua vez, tende a produzir resultados mais duradouros e satisfatórios para todos os envolvidos.

Resultados concretos e impacto sobre a cidadania

A adoção sistemática dos métodos autocompositivos produz efeitos mensuráveis sobre o sistema de justiça como um todo. A redução do acervo processual libera recursos judiciais para o tratamento adequado das causas que efetivamente demandam intervenção estatal impositiva. O cidadão, por sua vez, obtém resposta mais rápida e satisfatória para seus conflitos, fortalecendo a confiança nas instituições jurídicas.

Na avaliação do Doutor Valdemir Ferreira Santos, a consolidação da conciliação como caminho preferencial para a solução de conflitos compatíveis com a autocomposição representa avanço civilizatório relevante. A justiça deixa de ser percebida como instrumento de imposição estatal distante e passa a ser compreendida como espaço de diálogo e de construção coletiva de soluções.

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