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Dalmi Defanti
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AI slop: Por que designers estão corrigindo a IA?

Alina Moravska
Alina Moravska setembro 18, 2026
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O especialista em assuntos gráficos e fundador da Gráfica Print, Dalmi Defanti, acompanha uma transformação que já faz parte da rotina do setor: a inteligência artificial consegue criar imagens, logotipos, anúncios e outros materiais visuais em poucos segundos. A velocidade impressiona, mas também traz um novo desafio para empresas e profissionais da área. Um conteúdo pode parecer pronto à primeira vista e, ainda assim, apresentar erros, inconsistências ou uma identidade visual genérica.

Contents
O que caracteriza o chamado AI slop?Por que uma imagem pronta ainda precisa de um designer?Onde a inteligência artificial costuma gerar problemas?

Nesse cenário, a facilidade para produzir materiais não elimina a necessidade de análise e cuidado com o resultado final. A tecnologia amplia as possibilidades de criação, mas a qualidade do material depende também da capacidade de identificar problemas, ajustar detalhes e garantir que a peça esteja de acordo com a finalidade para a qual foi desenvolvida. Leia mais a seguir!

O que caracteriza o chamado AI slop?

O termo não representa simplesmente qualquer imagem criada por inteligência artificial. A expressão costuma ser associada a conteúdos produzidos em grande quantidade, muitas vezes com pouca preocupação com qualidade, contexto ou revisão. Uma peça pode parecer impressionante em uma primeira visualização e, ainda assim, apresentar problemas de proporção, composição, tipografia ou coerência entre seus elementos. O resultado pode até chamar atenção inicialmente, mas não necessariamente cumprir a função para a qual foi criado.

Esse cenário cria uma situação curiosa para os profissionais de criação. A ferramenta reduz o tempo necessário para produzir uma primeira versão, mas o resultado pode exigir uma análise cuidadosa antes de ser utilizado. Quanto maior a quantidade de materiais gerados, maior também pode ser a necessidade de selecionar o que realmente funciona. O desafio passa a ser filtrar as opções e identificar quais delas podem ser transformadas em soluções consistentes.

Além disso, uma criação visual não existe isoladamente, destaca Dalmi Defanti Cuiabá. Ela precisa atender a um objetivo, conversar com determinado público e, em muitos casos, seguir regras estabelecidas pela identidade de uma marca. A geração automática pode entregar possibilidades, mas não elimina a necessidade de avaliar se aquela solução é adequada. Sem esse direcionamento, a facilidade de produzir imagens pode resultar em materiais visualmente atraentes, porém pouco conectados à estratégia da empresa.

Por que uma imagem pronta ainda precisa de um designer?

A aparência de uma peça não é suficiente para determinar sua qualidade, comenta Dalmi Defanti. Um arquivo pode ter boa estética e apresentar problemas de legibilidade, hierarquia visual ou organização dos elementos. Também pode funcionar em uma tela e apresentar dificuldades quando adaptado para diferentes formatos. Por isso, a avaliação precisa considerar não apenas o impacto visual, mas também a finalidade e as condições em que o material será utilizado.

Dalmi Defanti
Dalmi Defanti

O designer entra justamente nessa etapa de avaliação. Seu trabalho pode envolver ajustes de composição, escolha de fontes, organização das informações, correção de proporções e adequação da peça ao meio em que será utilizada. Em vez de apenas criar do zero, o profissional passa também a selecionar, corrigir e direcionar resultados produzidos com auxílio tecnológico. Essa atuação ajuda a transformar uma produção automática em uma solução que tenha coerência visual e cumpra de fato o objetivo definido para o projeto.

Onde a inteligência artificial costuma gerar problemas?

Um dos desafios está nos detalhes que podem passar despercebidos durante uma avaliação rápida. Textos deformados, letras inconsistentes, elementos desproporcionais, mãos e objetos com características estranhas são alguns exemplos conhecidos. Em determinadas situações, entretanto, o problema é menos evidente e envolve a própria lógica da composição. Uma peça pode parecer correta em uma análise superficial e revelar falhas quando observada em conjunto ou aplicada a diferentes formatos.

Como ressalta Dalmi Defanti Cuiabá, também existe a questão da identidade visual. Uma ferramenta pode produzir uma peça tecnicamente atraente, mas que não corresponde às características que tornam uma marca reconhecível. Cores, formas, tipografia e estilo precisam funcionar em conjunto, e essa coerência não deve ser confundida com uma simples combinação estética. Quando esses elementos não mantêm uma relação consistente, a empresa corre o risco de produzir materiais diferentes entre si e enfraquecer o reconhecimento construído ao longo do tempo.

Em vista disso, a revisão não deve acontecer apenas quando um erro fica evidente. Ela precisa verificar se a criação cumpre sua finalidade. Essa mudança de olhar leva a outra questão: quando a correção de um material automatizado deixa de ser um simples ajuste e passa a exigir uma reconstrução? A resposta depende da extensão dos problemas e de quanto da criação original ainda pode ser aproveitado sem comprometer o resultado final.

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