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Tecnologia

Transformação digital ganha espaço nas pequenas indústrias de Mato Grosso com novo programa

Diego Velázquez
Diego Velázquez agosto 10, 2026
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Projeto do Sistema Fiemt, Sebrae e CNI combina liderança feminina, inovação e maturidade digital para aumentar a competitividade das empresas.

Contents
Como a transformação digital pode ajudar as pequenas indústrias?Por que a liderança feminina está ligada à inovação?O que muda para as empresas de Mato Grosso?

A transformação digital começa a ganhar espaço de forma mais estruturada entre as micro e pequenas indústrias de Mato Grosso. O Sistema Fiemt lançou o projeto Procompi – Lideranças Femininas na Indústria de Mato Grosso, iniciativa que pretende fortalecer a presença de mulheres em posições de liderança e, ao mesmo tempo, ampliar a utilização de ferramentas digitais nos negócios. A proposta faz parte do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), desenvolvido em parceria com o Sebrae e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). (Fiemt)

O projeto tem execução prevista entre junho e dezembro de 2026 e pretende atender pelo menos 25 empresas do setor industrial. Entre as metas estão capacitar 80% das participantes e estimular ações de transformação digital em pelo menos 75% dos negócios envolvidos. Para pequenas empresas, a iniciativa pode representar uma oportunidade de avançar em tecnologia sem que a digitalização fique restrita a grandes indústrias com maior capacidade de investimento. (Fiemt)

Como a transformação digital pode ajudar as pequenas indústrias?

A digitalização pode mudar diferentes etapas de uma pequena indústria, desde a organização interna até o relacionamento com clientes e fornecedores. Ferramentas digitais podem contribuir para melhorar processos, acompanhar indicadores, organizar informações e identificar gargalos que muitas vezes ficam escondidos na rotina da empresa. O objetivo do projeto em Mato Grosso é justamente aproximar essas empresas de conhecimentos e soluções que possam ser aplicados de maneira prática.

O Procompi prevê a realização de oficinas, mentorias e diagnósticos de maturidade digital, permitindo que cada empresa identifique seu estágio atual e estabeleça ações para avançar. Também estão previstas mentorias personalizadas em formato on-line, além de atividades voltadas ao planejamento estratégico e à implementação das medidas propostas. (Fiemt)

A ideia de medir a maturidade digital é importante porque nem todas as empresas possuem as mesmas necessidades. Enquanto uma indústria pode precisar apenas melhorar seus controles e processos internos, outra pode estar preparada para utilizar ferramentas mais sofisticadas de análise de dados, automação ou inteligência artificial. A transformação digital, portanto, não significa simplesmente comprar novos equipamentos ou contratar um determinado software.

Para pequenas indústrias, o principal desafio costuma ser transformar tecnologia em resultado. Uma ferramenta digital só gera valor quando resolve um problema concreto, reduz custos, aumenta produtividade, melhora a tomada de decisões ou abre novas possibilidades comerciais. Por isso, o acompanhamento por meio de diagnósticos e mentorias pode ajudar as empresas a evitar investimentos sem planejamento e direcionar os recursos para soluções realmente úteis.

O projeto também procura estimular a troca de experiências entre empresárias e lideranças. Essa conexão pode facilitar a identificação de soluções que já funcionaram em outros negócios e criar uma rede de relacionamento capaz de gerar novas parcerias. Para empresas menores, esse tipo de aproximação pode ser especialmente importante porque muitas vezes faltam equipes internas especializadas em tecnologia, gestão e inovação.

Por que a liderança feminina está ligada à inovação?

A proposta desenvolvida em Mato Grosso não trata a liderança feminina e a transformação digital como assuntos separados. O programa busca desenvolver competências de liderança, estratégia, inovação e digitalização simultaneamente, criando condições para que mulheres que já atuam em empresas industriais possam participar de decisões relacionadas ao futuro dos negócios. (Fiemt)

A presença feminina em posições estratégicas também pode contribuir para ampliar a diversidade de experiências dentro das empresas. Quando diferentes perspectivas participam das decisões, a organização pode identificar problemas e oportunidades sob ângulos distintos. No contexto da transformação digital, isso é relevante porque a adoção de tecnologia envolve não apenas equipamentos e sistemas, mas também pessoas, processos e mudanças na forma de trabalhar.

O projeto pretende alcançar empresas de diferentes segmentos industriais. A programação contempla micro e pequenas indústrias que podem estar em áreas variadas da economia, permitindo que a transformação digital seja discutida de acordo com as características de cada negócio. Essa abordagem é importante porque uma indústria de alimentos possui necessidades tecnológicas diferentes de uma empresa de móveis, metalmecânica, construção ou confecção.

O programa também tem uma dimensão de formação profissional. As participantes poderão desenvolver conhecimentos relacionados à gestão estratégica e à inovação, além de compreender melhor como ferramentas digitais podem ser utilizadas para aumentar a competitividade. Dessa forma, o objetivo não é apenas introduzir tecnologia nas empresas, mas preparar as lideranças para tomar decisões mais qualificadas sobre sua utilização.

O lançamento do projeto ocorreu em 28 de julho, em Cuiabá, com a palestra “Mulheres que Transformam a Indústria: Liderança, Estratégia e Transformação Digital”. A programação seguirá pelo interior do Estado, com encontros presenciais previstos em Sorriso, em 20 de agosto, e Rondonópolis, em 25 de agosto. O encerramento está previsto para 26 de novembro, novamente em Cuiabá. (Fiemt)

O que muda para as empresas de Mato Grosso?

O principal impacto esperado é o aumento da capacidade das pequenas indústrias de utilizar tecnologia de maneira estratégica. Ao receber diagnóstico, capacitação e acompanhamento, uma empresa pode identificar quais processos precisam ser modernizados e quais soluções podem trazer retorno mais rápido. Isso pode envolver desde organização de dados e gestão até estratégias digitais para relacionamento com clientes e expansão de mercados.

A iniciativa também pode contribuir para reduzir uma diferença comum entre grandes e pequenas empresas: o acesso a conhecimento especializado. Grandes grupos industriais normalmente possuem equipes dedicadas à inovação, tecnologia e planejamento, enquanto empresas menores precisam distribuir essas responsabilidades entre poucos profissionais. Programas de capacitação podem ajudar a diminuir essa distância e facilitar a adoção de práticas mais modernas.

O histórico do Procompi em Mato Grosso mostra a dimensão desse tipo de iniciativa. Segundo o Sistema Fiemt, o programa está presente no Estado desde 2000 e já beneficiou mais de 500 empresas por meio de 19 projetos voltados ao fortalecimento da indústria estadual. A edição de 2026 amplia esse trabalho ao colocar liderança feminina e maturidade digital no centro da estratégia. (Fiemt)

Outro efeito possível está relacionado à competitividade regional. Empresas mais produtivas e digitalizadas podem melhorar sua capacidade de disputar mercados, controlar custos e desenvolver novos produtos ou serviços. Para Mato Grosso, onde a economia possui forte presença industrial ligada ao agronegócio e a outras cadeias produtivas, a modernização das pequenas empresas pode fortalecer fornecedores e aumentar a integração entre diferentes setores.

A tecnologia, nesse cenário, deixa de ser apenas uma questão de inovação e passa a fazer parte da estratégia econômica. Sistemas de gestão, automação, análise de dados e inteligência artificial podem se tornar ferramentas cada vez mais presentes na rotina empresarial, mas sua adoção precisa estar relacionada aos objetivos de cada negócio. O diferencial não está simplesmente em utilizar uma tecnologia nova, e sim em saber onde ela pode gerar ganhos concretos.

O projeto do Sistema Fiemt também mostra que a transformação digital não precisa acontecer de uma só vez. Diagnósticos, capacitações e mentorias permitem que cada empresa avance de acordo com sua realidade e capacidade de investimento. Essa abordagem pode ser especialmente importante para micro e pequenas indústrias, que precisam equilibrar modernização com controle de custos.

Com a expansão das atividades previstas para os próximos meses, Mato Grosso terá a oportunidade de observar como essas empresas transformarão conhecimento em mudanças práticas. A combinação entre liderança feminina, inovação e digitalização pode fortalecer negócios que precisam competir em um mercado cada vez mais tecnológico. Mais do que oferecer cursos, o desafio será fazer com que as ferramentas aprendidas sejam incorporadas à rotina das empresas e produzam resultados mensuráveis.

A iniciativa coloca as pequenas indústrias no centro de uma discussão que tende a crescer nos próximos anos: como modernizar negócios sem perder eficiência financeira. Para as empresas participantes, o programa pode representar acesso a conhecimento, mentoria e novas conexões. Para Mato Grosso, o avanço da maturidade digital pode ajudar a construir uma indústria mais competitiva, preparada para mudanças tecnológicas e capaz de aproveitar melhor as oportunidades da economia digital. (Fiemt)

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