Candidatos ao Governo do Estado apresentaram propostas em programa exibido na TV
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) usou o horário eleitoral exibido na noite desta segunda-feira, 21 de setembro, para afirmar que ajudou Mato Grosso a se tornar o estado que mais cresce entre as unidades da federação. Segundo Pivetta, os índices de fome, desemprego e vulnerabilidade social caíram durante sua gestão. Já o senador Wellington Fagundes (PL) aproveitou o mesmo espaço para criticar isenções fiscais concedidas a grandes empresas, enquanto a candidata Doutora Natasha (PSD) centrou seu discurso no combate à corrupção, prometendo transparência caso seja eleita.
Pivetta reforçou, no programa, o que classificou como um case de sucesso à frente da prefeitura de Lucas do Rio Verde e, depois, como vice-governador do estado. Ele defendeu que as políticas adotadas nos últimos sete anos mudaram o município e ajudaram a alavancar a economia de Mato Grosso em diversas frentes, com destaque para a agroindústria e para investimentos em pavimentação voltados a facilitar o escoamento da produção agropecuária. A candidata a vice na chapa, Gisela Simona, também participou do programa e reforçou o discurso de continuidade do projeto político atual.
Adversários miram gestão fiscal e integridade pública
Wellington Fagundes adotou tom mais crítico em sua fala, questionando a isenção de impostos concedida a grandes empresas, incluindo companhias ligadas ao próprio Pivetta. O senador defendeu que a renúncia fiscal deveria ser direcionada apenas a empreendimentos que efetivamente gerem renda e retorno concreto para o estado. Ele também apontou obras inacabadas como um dos principais problemas da atual administração, defendendo a necessidade de rever falhas de planejamento antes de anunciar novos investimentos.
Doutora Natasha, por sua vez, concentrou seu discurso na denúncia de supostos atos irregulares que, segundo ela, teriam ocorrido durante a gestão estadual em curso. A candidata destacou a importância da valorização do dinheiro público e prometeu que, em um eventual governo sob seu comando, haverá transparência total, sem espaço para práticas de corrupção. Em um dos trechos mais enfáticos de sua participação, ela afirmou que a cadeira de governador não é para qualquer um, reforçando o tom de fiscalização que vem marcando sua candidatura desde o início da campanha.
Três dos seis candidatos ao governo estadual não têm direito a tempo de TV e rádio no horário eleitoral obrigatório, entre eles Rafael Millas (Missão), Mauricio Coelho (Mobiliza) e Laudicério Machado (Agir), todos concorrendo em chapa pura. A ausência de tempo de propaganda se deve ao fato de que os partidos desses candidatos não preencheram os requisitos previstos na cláusula de barreira eleitoral, o que limita o alcance dessas candidaturas justamente na fase mais decisiva da corrida ao governo do estado.
Reta final de campanha e regras para o uso de inteligência artificial
A propaganda eleitoral no rádio e na televisão segue até 1º de outubro, véspera do primeiro turno das eleições. Neste ano, chama atenção o fato de que as regras eleitorais preveem, pela primeira vez, disposições específicas sobre o uso de inteligência artificial nas peças de campanha, um reflexo do avanço dessas ferramentas na produção de conteúdo político em todo o país. Partidos, federações e coligações disputam espaço na programação das emissoras para alcançar os mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar em todo o Brasil.
Em Mato Grosso, a disputa pelo governo do estado reúne seis candidatos: Pivetta, Wellington Fagundes, Doutora Natasha, Rafaell Milas, Mauricio Coelho e Sargento Laudicério. A corrida ganhou contornos particulares depois da renúncia de Mauro Mendes, que deixou o comando do Executivo estadual no fim de março para disputar uma vaga no Senado, abrindo caminho para que Pivetta assumisse o governo e entrasse na disputa já como candidato da situação. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral, o estado tem mais de 2,6 milhões de eleitores aptos a votar, um crescimento de cerca de 7% em relação às eleições gerais de 2022.
O embate entre os principais nomes deve se intensificar nas próximas semanas, já que a proximidade do primeiro turno tende a concentrar ainda mais a atenção dos candidatos em temas como economia, segurança pública e integridade na gestão estadual. A repercussão do programa eleitoral exibido nesta segunda-feira já mobiliza debates entre eleitores e analistas políticos em Mato Grosso, especialmente pela forma como os principais concorrentes escolheram atacar diretamente a atual gestão em vez de apresentar apenas propostas genéricas de campanha.
Fontes:
https://www.rdnews.com.br/eleicoes-2026/pivetta-diz-que-reduziu-a-fome-em-mt-wellington-e-natasha-criticam-gestao/249397
https://www.rdnews.com.br/eleicoes-2026/confira-a-agenda-dos-principais-candidatos-ao-governo-de-mt/249276
https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/121382/seis-candidatos-disputam-governo-de-mato-grosso-senador-do-pl-lidera
