Mudança na chapa substitui Marcelo Maluf e coloca o médico Alencar Farina como companheiro de Wellington Fagundes na eleição estadual.
O senador Wellington Fagundes (PL) definiu o médico Alencar Farina (PL) como candidato a vice-governador na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026. A escolha foi aprovada por unanimidade pela Executiva estadual do PL e formalizada em ata encaminhada à Justiça Eleitoral. A decisão representa uma mudança na composição da chapa, que anteriormente tinha o empresário Marcelo Maluf, do Novo, como nome indicado para a vice. (VGN – Notícias em MT com credibilidade)
A escolha de Farina chama atenção principalmente por sua trajetória partidária. O médico teve passagem pelo PT e chegou a disputar eleições pela legenda, antes de retornar ao campo político ligado ao PL. A mudança ocorre justamente na reta final do período de definição das candidaturas, colocando novamente as alianças e a composição das chapas no centro da disputa pelo Palácio Paiaguás.
Quem é Alencar Farina e por que sua escolha chamou atenção?
Alencar Farina é médico e possui uma trajetória política que começou antes de sua passagem pelo PT. Em 2003, ele ingressou no então PL, partido que era comandado em Mato Grosso por Wellington Fagundes. No ano seguinte, Farina participou de uma chapa para a Prefeitura de Cuiabá ao lado do petista Alexandre César, em uma composição que reunia PT, PL e PCdoB. (Esportes & Notícias)
A relação com o PT se consolidou posteriormente. Em 2008, Farina ingressou oficialmente na legenda e disputou uma vaga para a Câmara Municipal de Cuiabá. Anos depois, em 2012, chegou a ser lançado pelo partido como pré-candidato à Prefeitura de Várzea Grande, demonstrando que sua passagem pelo campo petista não foi apenas circunstancial. (Esportes & Notícias)
Essa trajetória tornou sua indicação especialmente significativa no cenário eleitoral de 2026. A escolha coloca na mesma chapa liderada por um candidato do PL um político que já teve atuação dentro do PT, embora Farina atualmente esteja filiado ao Partido Liberal. A composição mostra também como trajetórias partidárias podem mudar ao longo do tempo e como alianças eleitorais são construídas a partir das circunstâncias de cada eleição.
A decisão também reforça uma relação política antiga entre Farina e Wellington Fagundes. A aproximação entre os dois começou há mais de duas décadas, quando Farina ingressou no PL e passou a ser considerado para uma candidatura majoritária em Cuiabá. Agora, mais de 20 anos depois, os dois aparecem novamente juntos em uma disputa majoritária, desta vez pelo Governo de Mato Grosso. (Perrengue MT)
Por que Wellington mudou o nome do vice?
A escolha de Farina ocorreu depois de uma mudança na composição originalmente planejada para a chapa. O empresário Marcelo Maluf, do Novo, havia sido anunciado anteriormente como candidato a vice-governador, mas acabou sendo substituído pelo médico. Com a alteração, Wellington Fagundes e Alencar Farina passaram a formar uma chapa composta exclusivamente por integrantes do PL. (Noveen)
A decisão foi tomada pela Executiva estadual do PL durante reunião realizada em Cuiabá em 5 de agosto. Segundo a ata partidária, a escolha de Farina foi aprovada por unanimidade. O partido havia deixado a definição da vice em aberto durante sua convenção estadual, realizada em 22 de julho, delegando posteriormente à Executiva a responsabilidade pela escolha. (VGN – Notícias em MT com credibilidade)
A substituição provocou reação de Marcelo Maluf. O empresário afirmou que havia aceitado formalmente o convite para integrar a chapa e criticou a mudança, alegando que decisões e estratégias de campanha já haviam sido estruturadas a partir de sua indicação. A troca, portanto, não foi apenas uma alteração administrativa, mas também provocou repercussão dentro do grupo político. (Perrengue MT)
Do ponto de vista eleitoral, a escolha de Farina pode ser interpretada como uma tentativa de reorganizar a identidade da chapa. Com governador e vice pertencentes ao mesmo partido, o PL mantém maior controle sobre a composição majoritária. Ao mesmo tempo, a trajetória anterior de Farina em outra legenda acrescenta uma característica particular à candidatura, especialmente em um Estado onde as alianças partidárias têm papel importante na formação das chapas.
A mudança também ocorre em uma fase particularmente sensível do calendário eleitoral. As convenções partidárias terminaram no início de agosto, enquanto o prazo para registro das candidaturas se aproxima. Com isso, decisões sobre vice, alianças e composição das chapas passam a ter impacto direto na apresentação dos candidatos ao eleitorado.
O que a escolha revela sobre a eleição em Mato Grosso?
A definição de Alencar Farina como vice mostra que a disputa pelo Governo de Mato Grosso está entrando em uma fase mais concreta. Depois de meses de articulações, os principais grupos políticos começam a apresentar suas chapas definitivas e a organizar suas estratégias para a campanha. A escolha do vice passa a ser relevante não apenas pela função eleitoral, mas também pela mensagem política que a composição transmite.
No caso de Wellington Fagundes, a opção por Farina produz uma chapa inteiramente formada pelo PL e abandona a composição anteriormente anunciada com o Novo. Isso pode facilitar a coordenação interna da campanha, mas também significa deixar de contar com um nome de outra legenda na formação majoritária. A decisão deverá ser observada no contexto mais amplo das alianças que cada candidato conseguiu construir.
A trajetória de Farina também pode ser explorada de maneiras diferentes durante a campanha. Seus antigos vínculos com o PT provavelmente serão utilizados pelos adversários para questionar o posicionamento político da chapa, enquanto o PL deverá destacar sua atual filiação e sua integração ao grupo de Wellington. O episódio mostra como o histórico partidário dos candidatos pode ganhar importância em uma eleição marcada por forte disputa ideológica.
Para o eleitor, porém, a principal questão será entender quais propostas a chapa pretende apresentar para Mato Grosso. Saúde, infraestrutura, segurança, educação, agronegócio, logística e desenvolvimento econômico estão entre os temas que deverão ocupar espaço durante a campanha. A composição entre governador e vice é apenas uma parte da eleição, e o desempenho da chapa dependerá também da capacidade de apresentar um programa de governo consistente.
A escolha de Farina ainda deve ser observada em conjunto com as demais candidaturas ao Palácio Paiaguás. A definição das chapas altera o cenário eleitoral e permite que o eleitor comece a comparar de maneira mais objetiva os grupos que disputarão o governo estadual. Com o início oficial da propaganda eleitoral, a partir de 16 de agosto, essas diferenças deverão ficar mais visíveis.
A decisão de Wellington Fagundes também evidencia como a política eleitoral pode mudar até os últimos momentos de definição das candidaturas. Marcelo Maluf havia sido escolhido anteriormente para a vice, mas a decisão acabou sendo revista pelo PL. Agora, a chapa liderada por Fagundes terá Alencar Farina como segundo nome e seguirá para a disputa estadual com uma composição própria do partido. (VGN – Notícias em MT com credibilidade)
Para Mato Grosso, a mudança acrescenta um novo elemento à corrida pelo Governo do Estado. A escolha de um ex-petista que atualmente integra o PL combina uma trajetória política diversificada com uma estratégia eleitoral de chapa própria. O resultado dessa aposta, entretanto, dependerá da forma como os eleitores receberão a composição e das propostas que Wellington Fagundes e Alencar Farina apresentarão durante a campanha.
