Logo nas primeiras decisões de planejamento patrimonial, o nome de Parajara Moraes Alves Junior surge como referência. Contador especialista em agronegócio, Consultor em planejamento tributário, sucessório e patrimonial rural e CEO da Junior Contabilidade & Assessoria Rural, com mais de 30 anos de tradição em Camapuã-MS, ele reúne mais de três décadas de formação em Ciências Contábeis para orientar famílias e produtores. Este artigo analisa as diferenças entre doação em vida e inventário, com foco nos custos e no impacto das novas alíquotas do ITCMD, apresentando caminhos práticos para decisões mais eficientes.
O que muda com as novas alíquotas do ITCMD?
O ITCMD passou por revisões relevantes em diversos estados, com tendência de aumento progressivo das alíquotas conforme o valor transmitido. Isso significa que patrimônios maiores podem sofrer tributação mais pesada, tanto na doação quanto na transmissão causa mortis. O cenário exige análise antecipada, já que o momento da transferência pode alterar significativamente o custo final.
Além disso, alguns estados ampliaram mecanismos de fiscalização e exigências documentais. Na prática, isso reduz espaços para improviso e reforça a importância de planejamento estruturado. Parajara Moraes Alves Junior costuma destacar que o desconhecimento das regras estaduais pode gerar custos inesperados e atrasos no processo sucessório.
Doação em vida pode ser mais econômica?
A doação em vida permite diluir a carga tributária ao longo do tempo, especialmente quando feita de forma planejada e escalonada. Em muitos casos, é possível aproveitar faixas de isenção ou alíquotas menores, reduzindo o impacto global do ITCMD. Outro benefício está na previsibilidade, já que os custos são conhecidos previamente.
Por outro lado, a doação exige atenção a cláusulas como usufruto, incomunicabilidade e reversão, que protegem o patrimônio e garantem segurança ao doador. Sem essas salvaguardas, há risco de perda de controle sobre os bens. Parajara Moraes Alves Junior retrata que a estratégia deve equilibrar economia tributária e proteção patrimonial, evitando decisões precipitadas.
Inventário ainda é uma opção viável?
O inventário continua sendo o caminho tradicional, mas tende a ser mais oneroso e burocrático. Além do ITCMD, há custos com honorários advocatícios, taxas judiciais e possíveis despesas com avaliação de bens. Quando há conflitos familiares, o processo pode se prolongar, elevando ainda mais os gastos.

Mesmo assim, em algumas situações, o inventário pode ser inevitável, especialmente quando não houve planejamento prévio. Nesses casos, a organização documental e a avaliação correta dos bens são determinantes para evitar penalidades. A experiência de Parajara Moraes Alves Junior mostra que a falta de preparação costuma ser o principal fator de aumento de custos no inventário.
Qual estratégia oferece mais controle e segurança?
A doação em vida tende a oferecer maior controle, pois permite ao titular decidir como e quando os bens serão transferidos. Isso reduz incertezas e facilita a organização familiar. Já o inventário depende de regras legais mais rígidas, com menor flexibilidade para ajustes.
No entanto, segurança não depende apenas da escolha do instrumento, mas da qualidade do planejamento. Um processo mal estruturado pode gerar riscos tanto na doação quanto no inventário. Por isso, Parajara Moraes Alves Junior enfatiza a necessidade de alinhar estratégia tributária com objetivos familiares e patrimoniais.
Como o planejamento pode reduzir custos no longo prazo?
Por fim, o planejamento sucessório eficiente considera não apenas o ITCMD, mas também aspectos como governança familiar, proteção de ativos e continuidade das atividades econômicas, especialmente no meio rural. A antecipação permite simular cenários e escolher a alternativa mais vantajosa.
A escolha entre doação em vida e inventário não deve ser baseada apenas no custo imediato, mas no impacto global ao longo do tempo. Avaliar o contexto, projetar cenários e contar com orientação especializada são passos decisivos para preservar o patrimônio e garantir uma transição segura entre gerações.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
